sábado, 2 de fevereiro de 2008

Vizinhos - Àguas

Casas e Celeiro dos Megre em Águas

Largo das Igrejas (EM 565), 56 6090-020 Penamacor
Águas é uma freguesia portuguesa do concelho de Penamacor, com 15,19 km² de área e 330 habitantes (2001). Densidade: 21,7 hab/km². Esta aldeia possui ainda um complexo termal chamado Fonte Santa, onde centenas de pessoas se deslocam para la usufruírem destas termas.
http://aguas-penamacor.blogspot.com/
http://www.aguas.ics.ul.pt/castelobranco_fsaguas.html

Indicações

Reumatismo, doenças de pele e vias respiratórias
“Dantes também bebiam desta água. Actualmente não podemos dar água a ninguém, enquanto não vierem as análises, disseram-nos para não dar água a ninguém. Não era tanto para beber que se usava, embora também bebessem para males digestivos. Era utilizada mais para tratar feridas ou dores locais, no braços ou pernas sobretudo para doenças de pele… Agora vamos mais trabalhar para o reumatismo mas esta água também é muito boa para a pele.” (empregada do balneário).
Tratamentos/ caracterização de utentes
Ainda não funcionava quando da visita; embora equipada e aberta para receber inscrições, aguarda a licença da DGS.
As inscrições que estou a aceitar é para quando abrirem as termas, para irem à consulta. Vai ser sempre assim, é preciso ir primeiro ao médico e só depois podem fazer tratamentos. Até há dois anos as pessoas faziam os banhos como queriam, depois a Junta arranjou isto e era para já funcionar este ano, mas as licenças ainda não vieram. Está previsto abrir este ano ainda, eles dizem que vai ficar todo o ano aberto, Inverno e tudo… Eu e a minha colega tivemos uma pequena formação e visitamos as termas de Cró e de S. Pedro do Sul e Fonte Santa de Almeida. (empregada do balneário).  
Instalações/ património construído e ambiental
O balneário encontra-se junto de um afloramento granítico onde se localizam as emergências de águas, actualmente captadas por furo. Os dois edifícios existentes no local das termas foram totalmente renovados. Num deles encontra-se o balneário no piso térreo, sendo o piso superior de quartos de aluguer; no outro edifício encontram-se mais quartos de aluguer, também no piso superior, sendo o piso inferior dedicado a arrumos.
O balneário ocupa uma área de cerca de 80 m2. É um espaço rectangular dividido em módulos quadrados semelhantes. Depois da recepção e consultório, entra-se no corredor do balneário, encontrando-se à direita os vestiários, defronte destes os sanitários, seguindo-se duas cabines de banho de hidromassagem, uma de vapor à coluna e uma outra de duche de jacto. Ao fundo fica o gabinete de tratamentos ORL.
Natureza
Sulfúrea mista (Contreiras, 1951)
Sulfúrea sódica (Calado, 1992)

Historial

É referenciada nas Ordenações do Marquês de Pombal aos párocos: “Águas de Penamacor, junto a este lugar nasce, numa rocha, um olho de água, com sabor a enxofre, a que chamam Fonte Santa, de usam os da terra nas enfermidades de hidropisia”, escreve o padre Francisco Homem de Azevedo (cit. Acciaiuoli 44, II: 75). O Dr. Francisco Tavares escreve em 1810 que “ no lugar de Águas de 20 ou 30 fogos, nasce horizontalmente, debaixo duma rocha, pouco mais ou menos de um anel de água clara, com cheiro hepático que longe do sítio se percebe, sabor semelhante, de calor cerca de 67º F [...] Tem no mesmo sítio da nascente um pequeno poço que apenas cobre meio corpo, aonde sem reparos nem cautela alguma, tomam alguns banhos, de cujo uso ainda assim narra o povo bons efeitos, dos que são próprios das águas sulfurosas como esta”. Também Lopes (1892:340) se refere a duas emergências: “Uma delas brota de uma pequena fonte, e outra emerge de um poço de um metro de altura, no qual, com proveito, tomam banho de água e de lodo fusco que ela deposita os doentes com reumatismo e dermatoses. As águas ainda não foram analisadas, parecendo ser sulfúreas e superhídricas, têm 20º de temperatura”. No final dos anos 1930, José Manuel Landeiro, na monografia sobre o concelho de Penamacor, descreve as “Termas de Águas” citando Pinho Leal : "«Não há aqui estabelecimento algum termal; os banhos tomam-se em uma poça de um metro de altura, sem obra alguma de arte. Esta poça ainda hoje existe, mas forrada de cantaria». São passados quase cem anos que Pinho Leal nos fala, assim, destas águas. Hoje, pouco mais temos a acrescentar ao que nos diz o autor do Portugal Antigo e Moderno. Existe uma casa onde, no interior, se construiu um tanque para captação de águas, três quartos, havendo, em cada um, uma banheira, em pedra. Não há hotel ou uma simples casa em telha vã onde se possam recolher os aquistas.” A informação de Pinho Leal deve ser um pouco incorrecta ou desfasada no tempo, pois segundo a inscrição existente no actual balneário numa parede de granito de construção antiga que se adivinha na actual estrutura, data de 1856 a construção descrita por Landeiro, ou seja o edifício do tanque e das três banheiras. Em 1940, a Junta de Freguesia renovou o espaço e posteriormente acrescentou um piso para alojamentos. Acciaiuoli (1942) acrescenta que são explorados pela Junta de Freguesia, que todos os anos abre concurso para a exploração. Estas arrematações públicas foram descritos pela empregada do Balneário, Lurdes da Silva Esteves Matos. ”Para mim trabalhar nas termas é já uma tradição de família, o meu avô fez várias arrematações. A Junta fazia um leilão e quem desse mais arrematava os banhos por essa temporada. Eu fiz isso um ano, com uma colega minha, arrematámos por 12 contos e meio. Um banho nessa altura custava 20 ou vinte e poucos escudos, andávamos a correr para pagar à Junta. Isto foi há 25 anos. Depois acabaram as arrematações e a Junta tomou conta dos banhos, aí dois anos depois que eu fiz isso. Mas ainda havia muitos concorrentes a querer arrematar “. Este processo de leilão terá acabado por 1980; a partir dessa data a Junta de Freguesia inicia uma exploração directa dos banhos. Mas voltando aos anos 40, e segundo o texto de Acciaiuoli, “até 1939, o edifício era térreo e a água para enchimento das três banheiras existentes seguia por uma caleira aberta na betonilha, sendo aquelas enterradas. A água é aquecida numa caldeira vertical, deitada quer a quente quer a fria, na caleira e seguindo para as banheiras; o doente indica a temperatura que deseja”. Acrescenta que em 1940 foi aumentado de um piso e duas das banheiras substituídas: “no corredor que serve de quarto de espera, existe um funil para cada quarto de banho, onde o encarregado do balneário deita mais ou menos água quente, conforme os desejos dos clientes “. Refere ainda que a água brota dumas fendas do granito e é colhida num tanque. Dias (1951) repete as mesmas informações de Acciaiuoli. Em 2000 a junta de freguesia iniciou as obras de renovação do balneário, novas captações de água, por furo, e a construção de um edifício para alojamentos dos aquistas. Quando da visita em Outubro de 2003, tudo se encontrava pronto a trabalhar, mas faltavam as licenças da Direcção Geral de Saúde, e, porque a rede de electricidade no local não tinha a potência requerida pelo equipamento, estava instalado provisoriamente um gerador.
O balneário é exemplar na sua simplicidade e higiene e tem o básico de pequenas termas: hidromassagem, vapores à coluna e a jacto, e ainda um pequeno gabinete de tratamentos ORL.

Alojamentos

No piso superior ao balneário e na construção perpendicular a este encontram-se 13 quartos, propriedade da junta de freguesia. Por detrás do estacionamento há ainda uma construção em correnteza que forma 10 quartos, com uma porta e uma janela cada um, de exploração particular.
Instantes, a Arte de Eternizar, Castelo Branco, Aguas, Penamacor Slideshow: Miguelcmrt’s trip from Lisbon, Estremadura, Portugal to Distrito de Castelo Branco (near Fundao, Beiras) was created by TripAdvisor. See another Fundao slideshow. Create a free slideshow with music from your travel photos.
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OBRA DA FONTE SANTA FEITA 1856 A CUSTA DOS CONCURRENTES DO CNCO Interpretação: As obras da Fonte Santa foram feitas em 1856 e custeadas pelos frequentadores do concelho. --------------------------------------------------------------------- Lagar de Azeite das Aguas

A III Feira de Coleccionismo e do Veículo Antigo em Àguas

A III Feira de Coleccionismo e do Veículo Antigo, que terá lugar na aldeia de Águas - Penamacor, volta novamente a abrir as portas, este fim-de-semana (18 e 19 de Setembro), mostrando ao público um vasto leque de colecções, automóveis e motos clássicas, e uma Feira de Automobilia, onde será possível comprar, vender ou trocar peças, miniaturas, brinquedos e velharias. Para além dos expositores presentes, os Clubes de automóveis clássicos vêm também animar esta iniciativa promovida pelo Clube Aventura e pela Megre Motorsport. Destacam-se a presença dos seguintes clubes: Fiat Clássicos Clube de Portugal, 4 Clube Portugal, Clube UMM, Clube de Automóveis Antigos de Castelo Branco, Associação Amigos Automóveis Antigos do Fundão, Confraria Amigos 4L, Associação Turbolentos de Escalos de Cima. O programa conta com várias actividades de animação, sendo ponto de encontro para Clubes, Museus, Passeios, Concentrações e de todos aqueles que partilham interesse pelo coleccionismo, automóveis e motos clássicas, motivos para que esta 3ª edição da Feira de Coleccionismo e do Veículo Antigo seja um evento para toda a família. As colecções de José Megre À semelhança das anteriores edições, esta iniciativa permite aos visitantes apreciar diversos objectos das suas colecções, desde os brinquedos, miniaturas, passando pelos jogos de xadrez. É ainda possível visitar a sua colecção de veículos clássicos, exposta de forma temática: japoneses, ingleses, militares, todo o terreno e motos. Outro espaço de referência é a Sala José Megre que foi criada na 2ª edição do certame para de homenagear o mentor da Feira, sendo que neste espaço foram reunidos objectos pessoais, livros e outros artigos que José Megre trazia das suas viagens. em _ AUTOPOTAL http://www.autoportal.iol.pt/noticias/classicos/classicos-e-velharias-estao-de-regresso-a-beira-baixa

Águas - S João 2007

Águas - S. João2007 -

José Megre .- Natural de Águas -

Lançado livro póstumo de José Megre
2010-02-24
O testemunho fotográfico e em texto de mais de 50 anos a viajar pelo mundo de carro está num livro hoje, quarta-feira, apresentado em Lisboa, da autoria do aventureiro José Megre (1942-2009), falecido no ano passado.
"Como eu vi Todos os países do Mundo (menos um)" é o título do álbum de 540 páginas, a grande maioria preenchida com fotos tiradas pelo autor, que escreveu todos os textos da obra, antes de falecer, há um ano, escrevem os dois filhos de Megre na introdução à obra.
O gosto pelas viagens, conta, começou quando tinha apenas 13 anos e nasceu numa deslocação com os pais à Galiza. A última viagem que conseguiu realizar, antes de adoecer, em 2008, foi ao Haiti. -------------- -----------------------------------------------------------------------
Em Águas - Penamacor (Beira Baixa), de 19 a 20 Setembro 2009 Museu, Exposição e Feira Automobilia Veículos Clássicos, Tractores e Máquinas Agrícolas, Viaturas Militares e de Bombeiros, Antiguidades, Velharias, Livros e colecções várias! Depois do sucesso da 1ª edição, visitada por mais de 4.000 pessoas, a Megre Motorsport anuncia a realização da II Feira de Coleccionismo e do Veículo Antigo, de 19 a 20 de Setembro 2009

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Aldeia de João Pires

Às nove da noite o silêncio é nota dominante nas ruas de Aldeia de João Pires. Mas nas sextas-feiras da Quaresma é quebrado por alguns instantes por um grupo de homens e os seus cânticos. Na ponta da língua vão as quadras da Ladainha dos Homens, uma tradição que teima em permanecer nesta aldeia do concelho de Penamacor. Na frente do cortejo vão os homens em duas filas, uma em cada lado da berma. Lá atrás vêm as lanternas a ladear o crucifixo e a encerrar o cortejo um grupo de cinco homens, que cantam as ladainhas ao longo do percurso. Este começa e termina na igreja da aldeia, parando por alguns minutos no Largo do Pereiro. Mas o que salta à vista é a iluminação utilizada. Em vez de velas, os homens transportam um pau com uma pinha na ponta, cujo fogo ilumina as ruas à passagem do cortejo. Algumas ficam pelo caminho, mas a procissão lá segue indiferente. As mulheres ficam em casa, espreitando a acção entre as cortinas. José Candeias explica que esta "é uma tradição muito antiga", mas não é a única na freguesia. Aldeia de João Pires tem ainda a Ladainha das Mulheres, que tem lugar na quinta-feira santa. "Nesta incorpora-se todo o povo e a iluminação é feita com as chamadas lanternas", explica, acompanhado por Manuel Carreto e José Ribeiro. As lanternas de que fala têm um quebra-luz em cartolina, com os símbolos da Paixão de Cristo desenhados. Estas lanternas são penduradas numa cana, que os jovens transportam. Nesta época a região é rica em rituais deste género, mas os três homens reclamam a originalidade das suas tradições. "Deve ser única porque já fizemos vários levantamentos e dá-nos a sensação que é a única freguesia em que se faz", diz José Candeias. Aldeia de João Pires cumpre ainda os Martírios e a Encomendação das Almas. Esta última "é feita normalmente por mulheres e nos balcões mais altos da aldeia". A particularidade está no facto de os cânticos serem ímpares. "Ou cantam cinco vezes, ou sete, ou nove", explicam-nos. Perguntamos porquê, mas José Candeias diz desconhecer as razões. Há ainda um conjunto de cânticos próprios que não ficam apenas pela Quaresma, percorrendo também o tempo comum e o Natal. "E todos os domingos depois da elevação se canta o Bendito". O que para quem vive na aldeia é tão natural como o dia a seguir à noite, para quem vem de fora ganha contornos de descoberta. José Ribeiro conta que no Verão apareceram na aldeia alguns casais que pediram para visitar a igreja e como cicerone explicou-lhes os cânticos. "Qual não é o meu espanto quando no domingo vieram cá assistir à missa", diz José Ribeiro. -- por : José Furtado - Jornal Reconquista ----------------------------------------------------------------------------------- Há vida na escola de Aldeia de João Pires
As crianças deixaram a antiga escola da freguesia, mas ainda se aprende na aldeia do concelho de Penamacor. Hoje os alunos vão dos 18 aos 80 anos.
Por: José Furtado
2 de Dezembro de 2010 às 18:02hAs noites tal como estão convidam a ficar por casa. Mas em Aldeia de João Pires nem o frio serve de obstáculo a quem quer aprender algo mais. A Associação Solidariedade Sem Fronteiras abriu as portas da sua sede ao Programa Novas Oportunidades e tem alunos a partir dos 18 anos. A mais velha do grupo já conta 80 anos, idade que não tolhe a vontade de tirar a quarta classe, que na juventude ficou à distância de apenas um ano.
“Aparecem desempregados, aparecem jovens que não quiseram estudar no ensino regular (…) e aparecem pessoas para valorização pessoal, porque não puderam estudar na altura em que tinham a idade indicada para a escola”, conta a formadora Raquel Almeida.
Francisco Gonçalves, de 72 anos, é dos alunos mais velhos da turma de Aldeia de João Pires. Na juventude ficou-se pela antiga quarta classe, mas graças ao Novas Oportunidades já fez o 9.º ano e estuda agora para chegar ao 12.º. Para ele o mais importante nem é ter a qualificação. “No meu caso pouca falta me irá fazer, mas é uma animação”, confessa ao Reconquista. Percebe-se o porquê destas palavras, já que na noite em que visitámos a escola havia magusto.
Ao contrário de Francisco Gonçalves há quem deseje realmente uma nova oportunidade de vida, como é o caso de Estela Reis. Aos 39 anos está à procura de emprego e sabe que o 6.º ano que ficou do tempo de escola é insuficiente.
“Com a idade que tenho é mais complicado arranjar trabalho e a ver se com o 12.º as coisas vão melhorar”, diz com a esperança em alta.
Ao contrário do ensino regular, a formação do Novas Oportunidades vive sobretudo da experiência de vida das pessoas. Raquel Almeida diz que os adultos “pensam sempre que vêem aprender só a História e a Matemática”.
Pedro Agapito, da Associação Solidariedade sem Fronteiras, explica que o objectivo da formação é chegar não só aos habitantes da aldeia mas também de localidades vizinhas, como Aranhas, Salvador ou Aldeia do Bispo, de onde vem Estela Reis.
“Achámos que era proveitoso para os habitantes, não só da aldeia mas do concelho”, refere o dirigente da associação. Com isso facilitam também a vida a quem não se pode deslocar até Penamacor ou mesmo a Idanha-a-Nova.
A formação decorre começou há cerca de um ano e meio e acontece na sede da associação, que, ironicamente, fica na antiga escola da aldeia. O espaço necessita no entanto de mais condições para quem quer ensinar e aprender, já que as janelas do edifício estão degradadas e deixam entrar o frio, que por estes dias é gélido. Pedro Agapito diz que a associação está à espera de respostas quanto aos apoios que já foram pedidos para resolver esta questão e aguarda que as coisas se resolvam em breve “para dar melhores condições às pessoas
Em Aldeia de João Pires aprende-se mas também há tempo para conviver
Procissão do Enterro do Senhor. Aldeia de João Pires, 2 de Abril de 2010. ver :   http://www.patrimonio-turismo.com/juntas/zoom.php?identifx=1138

A banda de Aldeia de J Pires


A Banda Filarmónica de Aldeia de João Pires foi fundada no ano de 1908 pelo então Pároco da Freguesia José Maria Lopes Nogueira, que detentor de alguns conhecimentos musicais, e depois de ter consultado as pessoas influentes da Freguesia (Jaime D' Aguilar Simões, Luis Leitão Mendes e Ricarod Antunes Rei) decidiu "meter mão à obra". Contudo, surgiu de imediato o primeiro problema. A aquisição de instrumentos. Existindo na freguesia uma senhora que havia recebido uma herança, conhecida como a Ti Violante, o Padre José Maria decide pedir-lhe o dinheiro emprestado, ao que a senhora acedeu. O empréstimo para a aquisiçaõ dos primeiros instrumentos foi de 60$00 (sessenta milreis).
Os ensaios ao longo dos primeiros anos foram sempre na Casa Paroquial, a banda começou a ter actuações nas freguesias vizinhas, a criação da banda foi um factor de mobilização em toda a freguesia.
No ano de 1924 foi criada a "União de Aldeia de João Pires", que tinha como principal objectivo o de manter a Banda Filarmónica, objectivo que se manteve até aos dias de hoje.
A União de Aldeia de João Pires - Sociedade Recreativa Musical é uma colectividade cultural, recreativa e artística cuja fundação remonta a 1 de Novembro de 1908, tendo um papel importante na formação de músicos e na divulgação da cultura do concelho de Penamacor. Esta importância, é traduzida em apoios de entidades públicas e privadas, de sócios e amigos, uma vez que sem este apoio seria impossível a sobrevivência desta colectividade. A banda tem a sua sede social na Estrada Nacional 332 na aldeia denominada Aldeia de João Pires, concelho de Penamacor, distrito de Castelo Branco. Nos últimos anos esta banda tem levado a cabo um esforço significativo na angariação de jovens para o corpo musical, estando alguns deles ainda a aprender na escola de música. Diga-se que a Banda já conta nas suas fileiras com muitos elementos de Aldeia do Bispo .







Suporta cerimónia da praxe de boas


vinda ao seio da Banda da A.J.P Fotos retiradas do H5 da Banda de Aldeia de João Pires

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

quarta-feira, 30 de maio de 2007

É o que dizem !

Consta que pertencemos ao lugar de onde sabemos onde vão dar todos os caminhos !

segunda-feira, 28 de maio de 2007

domingo, 24 de dezembro de 2006

Há dias de Sorte



O boletim com a combinação vencedora do primeiro prémio do Euromilhões, ganho por um português, foi registado numa papelaria de Odivelas cujos proprietários têm familiares na freguesia de Salvador, no concelho de Penamacor.
O agente dos Jogos da Santa Casa de Lisboa onde foi registada a aposta que deu o primeiro prémio do Euromilhões da última sexta-feira a um português, está ligado ao concelho de Penamacor. A aposta que valeu 61,1 milhões de euros foi registada na Papelaria Kaala, no Centro Comercial Horizonte em Odivelas, cujos proprietários têm familiares na freguesia de Salvador, onde também são agentes de jogos. A semana agitada de Isabel Justino, a gerente da papelaria, começou logo no sábado de manhã, quando recebeu um telefonema da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa a comunicar que tinha sido o seu estabelecimento a registar o boletim premiado. A notícia foi recebida “com muita emoção” disse a própria ao “Reconquista”. As horas e os dias que se seguiram foram agitados quanto baste, com a papelaria a ser invadida por muitas pessoas que foram sabendo da notícia umas pelas outras. Depois vieram os jornalistas, fotógrafos e operadores de imagem das televisões que aumentaram a curiosidade à volta da papelaria, mas esta atitude terá assustado o novo “excêntrico” de se dirigir à mesma para reclamar o prémio, o que ainda não tinha acontecido até ao início desta semana. Isabel Justino tenta explicar a situação dizendo que “eu acho que ele está à espera que isto acalme um bocadinho”. O primeiro prémio do Euromilhões era de 183 milhões de euros mas ao apostador português, que apostou apenas 2 euros, calharam “apenas” 61 milhões, já que dois apostadores franceses conseguiram a mesma combinação vencedora ao acertarem em cinco números e duas estrelas. A agência que o casal Isabel e João Justino exploram em Odivelas já tinha “dado” 50 mil euros na Lotaria Instantânea e um primeiro prémio na Lotaria tradicional. A sociedade explora ainda a agência dos Jogos Santa Casa em Salvador, situada no Café Justino que está ao cuidado do sogro de Isabel Justino. Neste estabelecimento já saiu um primeiro prémio do Totoloto.
Isabel e João Justino conheceram-se há cerca de vinte anos na Aldeia do Bispo, outra freguesia do concelho de Penamacor. Ao contrário do marido, Isabel Justino não nasceu no concelho mas tem família naquela freguesia, razão pela qual passava férias na freguesia. Embora residam na zona da Grande Lisboa, Isabel Justino diz que “todos os anos vamos ao Salvador”, nomeadamente à festa de Santa Sofia, onde também dão uma ajuda no café. Já no sorteio de 20 de Janeiro, uma aposta registada num café em Aldeia do Bispo tinha proporcionado um segundo prémio do Euromilhões no valor de 373 mil euros, que foi dividido por sete pessoas.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Sorte grande para a Aldeia

O jornal "Reconquista" dá uma noticia que eu já conhecia: o 2ª prémio do Euromilhões "saiu" no concelho, mais propriamente na Aldeia do Bispo. Seria bom que este fosse um sinal de que, a sorte, na nossa terra está a mudar. Mas como se costuma dizer, se a sorte não vem ter connosco, devemos procurá-la. Será isso que estamos a fazer? Aqui vai a noticia da Reconquista, assinada pelo jornalista José Furtado. Prémio do Euromilhões sai em Penamacor A verdadeira Casa da Sorte Um sociedade de apostadores de Aldeia do Bispo, no concelho de Penamacor, acertou no segundo prémio do Euromilhões da semana passada. A aposta foi registada num café da freguesia que já em 2005 tinha “dado” mais de 500 mil euros. Não foi o Jackpot dos 125 milhões de euros, mas em Aldeia do Bispo a festa fez-se na mesma para sete famílias que dividiram o segundo prémio do Euromilhões, sorteado na última sexta-feira, dia 20. A sociedade, constituída por funcionárias de um Centro de Dia, arrecadou 373, 221 euros e 43 cêntimos, um prémio que só não foi maior porque houve mais cinco apostadores do Euromilhões a acertarem na chave. A notícia correu rapidamente a aldeia, mas as sete famílias contempladas preferiram o silêncio e por tal o anonimato, depois de “Reconquista” ter tentado chegar à fala com elas. Fomos então à procura da casa onde foi tentada a sorte, o Café Inter, bem no centro da freguesia. João Moreira está atrás do balcão há 18 anos e nos últimos seis já lhe passaram pelas mãos alguns prémios chorudos. A escalada do Inter pela montanha dos milhões começou em 1999 quando uma raspadinha comprada no estabelecimento foi o passaporte para um habitante da freguesia ir à televisão ganhar 100 mil euros na “Roda dos Milhões” da SIC. A sociedade agora premiada rendeu mais de 373 mil euros, a dividir por sete pessoas, o que deverá dar pouco mais de 53 mil euros a cada uma, mas este não foi o maior prémio atribuído a apostas deixadas no Inter. Já no ano passado um dos apostadores conquistou o primeiro prémio do Loto 2, arrecadando uma soma superior aos 535 mil euros. Contas feitas, e somando apenas os prémios mais chorudos, em Aldeia do Bispo foram ganhos mais de um milhão de euros nos últimos anos. João Moreira não esconde algum orgulho, sobretudo por ver para quem vai o dinheiro. O agente dos Jogos da Santa Casa diz que o prémio do Euromilhões ganho pelas clientes da sua casa “é muito bom para a zona que é, já que são sete famílias que vão ficar com uma boa ajuda”. As vencedoras deste prémio são jogadores habituais, que costumam dividir entre si uma aposta de dez euros. A aposta é ainda assim modesta em comparação com outras registadas no café, mas mais uma vez o prémio caiu para o lado de quem teve sorte. Apesar de o café já ter fama de generoso na distribuição de prémios, como comprova a cópia do boletim do Loto 2 afixado na porta, João Moreira recusa a imagem de mãos largas e diz que “o mérito é da pessoa que investiu, que arriscou”, embora reconheça que normalmente estas ficam gratas com a pessoa que lhes vendeu o boletim. Na aldeia toda a gente sabe quem ganhou o prémio e nas palavras do comerciante “a maior parte das pessoas ficou contente, ainda para mais pelas pessoas que são” tendo em conta que trabalham com idosos. O café fechou como habitualmente na segunda-feira, mas na terça, dia em que “Reconquista” o visitou, já se começavam a fazer as primeiras apostas, ou não houvesse mais um jackpot a andar à roda esta sexta-feira. Os novos milionários ainda não tinham voltado a tentar a sorte, mas João Moreira já espera as apostas esta sexta-feira, dia em que normalmente a sociedade costuma registar os boletins. Ao “Reconquista” confessou que de vez em quando “até jogamos juntos, mas não foi neste” diz entre sorrisos de quem ficou satisfeito por ajudar a dar mais algum dinheiro.
Autor: José Furtado 26-01-2006 18:01:50

sábado, 1 de julho de 2000

Visitas da Biblioteca Itinerante Calouste Gulbenkian

 
Hoje trago à memória a Biblioteca Itinerante, da Fundação Calouste Gulbenkian, que durante muitos anos percorreu o país de lés-a-lés, especialmente em aldeias onde o acesso aos livros e à leitura era inexistente.
Não pretendo aqui fazer a história deste fantástico serviço, até porque há locais onde isso já é feito, como neste sítio, por exemplo, e pela Internet não faltam referências ao mesmo. Apenas de referir que o serviço foi criado pelo administrador da Fundação, Branquinho da Fonseca, em 1958.
O que quero recordar de modo especial é que a visita da Biblioteca Itinerante ao largo da minha aldeia acontecia uma vez por mês, sempre num dia certo, que agora não recordo, mas tenho ideia de ser a uma quarta-feira, sempre a meio da tarde, e que eu frequentei durante toda a década de 70. Sei que depois continuou por mais alguns anos, acabando por terminar talvez no início dos anos 80.
São inesquecíveis as recordações da chegada da Biblioteca Itinerante, com a sua carrinha enigmática, o modelo Citroen , que só por si irradiava uma magia fascinante. A que vinha ao largo da minha aldeia era de cor verde velho . Tinha duas portas na parte traseira que se abriam de par-em-par e uma parte superior que abria para cima, para dar acesso ao fantástico mundo dos livros da leitura e do fascínio das histórias e das imagens.

sexta-feira, 12 de maio de 2000

O Frade e a Freira

Retirado do Blog : Adufe sem fronteiras  O FRADE E A FREIRA
Em tempos muito remotos havia dois conventos, destinando-se um a homens o outro a mulheres. A distância que separava as duas casas de recolhimento não era pequena. Contudo, o regulamento dos dois claustros proibia a entrada dos frades nos conventos das freiras e a destas no daqueles. Passaram anos, que perfizeram séculos, não havendo nada que fosse contra esta disposição monástica. Um dia, porém, em falso monge, qual outro lobo vestido com a pele de cordeiro, entrou no mosteiro das freiras e seduz uma pobre religiosa. Ambos fogem das casas que os haviam acolhido hospitaleira e religiosamente. Em breve, ao toque das matinas, se notou nos mosteiros a falta dos religiosos. Procuraram-nos por montes e vales, por desertos e povoados e em vão foram feitas estas buscas. Como deviam aparecer, se eles tinham fugido num cavalo que andava tanto como o vento? Os superiores de ambos os mosteiros viveram horas amargas pela fuga dos monges. Um dia, porém, viram, com grande surpresa, em elegante cavalo que caminhava dum convento para o outro, parecendo querer oferecer os seus serviços àquelas casas de penitência. Os videntes não se enganaram. Este cavalo, que misteriosamente lhes apareceu tinha a qualidade de andar tanto como o pensamento. Então um frade dos mais destemidos, depois de arraçoar o animal, toma lugar na cela, e numa correria fantástica, o animal levou-o, num abrir e fechar de olhos, ao local longínquo, onde os fugitivos se encontravam. Como castigo, estes dois maus religiosos são levados para o cabeço da portela, a oriente da Aldeia do Bispo, junto às minas do Pinheiro e, ali, como a mulher de Lot transformada em estátua de sal, são convertidos em estátua de duro granito. Lá se encontram ainda hoje, expiando o castigo da sua culpa, aos olhos de todos quantos ali passam. O cabeço onde o castigo se operou, tem o nome de Cabeço do Frade e da Freira.

quinta-feira, 11 de maio de 2000

Morte do Sr Padre Pinto

  Morreu o Pe. António Pinto da Silva


No dia 18 de Maio de 2004 faleceu , no hospital de Castelo Branco, o Pe. António Pinto da Silva, pároco de Aldeia do Bispo e Aldeia de João Pires (Penamacor). O seu funeral realizou-se no dia seguinte, em Aldeia do Bispo.

O senhor D. António presidiu à missa exequial, concelebrada por muitos sacerdotes e participada por uma vasta assembleia de fiéis. Na altura da homilia, o senhor Bispo focou alguns dos valores que marcaram a vida do sacerdote falecido, mesmo no meio do sofrimento: fé na sua missão, amor aos colegas, dedicação às comunidades que lhe foram confiadas. Apelou à oração e compromisso de todos pelas vocações, pediu sufrágios pelo Pe. Pinto da Silva, de quem afirmou ser, a partir de agora, um intercessor junto de Deus em favor da diocese, do presbitério e do povo cristão.

O Pe. António Pinto da Silva, filho de João José da Silva e de Maria Cândida, nasceu em Sobral de S. Miguel (Covilhã) a 6/6/1932. Exerceu o ministério pastoral em Azinhal, Peva e Valverde - Almeida (1959-1965); Aldeia do Bispo e Aldeia de João Pires - Penamacor (1965-2004). Foi ainda pároco de Salvador, delegado ao conselho presbiteral e professor de educação moral e religiosa e católica. Foi sepultado em Aldeia do Bispo no dia seguinte.

sábado, 1 de abril de 2000

Lei dos Poços

Lei dos Poços

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Onde estão disponíveis os formulários de requerimento para pedido de regularização;
Local onde devem ser entregues: Comissão Coordenadora de Desenvolvimento Regional Divisão Sub-Regional de Castelo Branco, Rua São João de Deus, nº27, 3º andar, ali junto antigo Banco Ultramarino.

Documentação necessária:
- B.I.;
- Carta Topográfica de 1/25000;
- Planta de localização, esta tirada na Câmara Municipal da área ou uma foto "Google" também serve;
- Caderneta predial.