segunda-feira, 15 de março de 2010

Cruzeiro dos Centenários








Cruzeiro comemorativo dos Centenários, composto por uma base circular, uma coluna monolítica, um capitel paralelepípedo e, no cimo, uma cruz de Cristo. Foi construído finais dos anos 1950 no Largo Carlota Pina Ferraz em Aldeia do Bispo.

A igreja de Aldeia do Bispo .

A actual igreja matriz de S. Bartolomeu foi construída. quando em Portugal começavam a surgir os ventos da impiedade anti-cristã.. É de estilo .....?? Possui um «Padrão do Infante», inaugurado em 1960 pelo Subsecretário da Educação Nacional, Dr. Rebelo de Sousa. De uma só nave e sem altar-mór. A planta foi feita por um dos padres do Colégio de S. Fiel. Custou 10.000 reis, que foram pagos pelo prof. Manuel Martins Leitão. Era pároco da Aldeia, o então jovem P.e Joaquim Moiteiro. Foi feita pelo Povo em 1910, segundo a inscrição existente na porta principal do Templo. Não encontramos ainda inscrição mais correcta, mais certa que esta. Foi feita com o dinheiro e trabalho do povo, e nas obras trabalharam quase só artistas deste Povo. Nestes tempos, quando se assaltavam, profanavam e até se incendiavam igrejas por todo este nosso Portugal, sempre cristão,, Aldeia. do Bispo praticava, com a construção da sua nova, matriz, um acto público do seu arreigado cristianismo. Esta freguesia continuava a ser um feudo episcopal. Além da torre, o P.e José Maria, durante os 27 anos que paroquiou esta aldeia, mandou fazer os dois altares. laterais, mandando-os dourar e bem assim o altar-mor, pintar o tecto, etc. Trabalharam na obra de cantaria, pedreiros da aldeia, sob a mestria de Miguel Antunes Isidoro, que fez as paredes. Seu filho Manuel construiu as colunas interiores em que se apoiam a torre e o coro. A torre já foi feita pelo mestre de pedreiros de Medelim, João Cartola, por 13.000$00. Como carpinteiros trabalharam José Toscano (Cabeças), José Manuel Pinto, que, como mestre, ganhava 450 reis diários. Que belos tempos! O relógio, que custou 5.000$00, foi adquirido pela Junta de Freguesia, em 1933. A caiação deve-se ao pároco, P.e Joaquim Lourenço, hoje Dr. Joaquim Maria Lourenço, arcediago de Beja



É de certeza a mais linda do distrito e arredores , quem não se lembra de subir à torre para tocar o sino ?!!!
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Fotos de Miguel

Rua da Igreja

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Visita de S. Exª o Bispo da Guarda a Aldeia do Bispo

               O Sr Bispo da Guarda foi presenteado com  uma actuação do grupo coral
Grupo Coral  S Bartolomeu
O Bispo da Guarda D. Manuel da Rocha Felício esteve de visita  a Aldeia do Bispo.
Bispo da Guarda nomeou um novo novo Pároco para Aldeia do Bispo , o Padre Joaquim António Morais Martins – Pároco de Aldeia do Bispo, Aldeia de João Pires, Salvador e Aranhas, cessando funções o Padre José Joaquim Coelho Martins; Assistente Espiritual da Instituto Social Cristão Pina Ferraz.
Pároco Aldeia do Bispo
Morada:R Nv 1, Aldeia Bispo
6090-096 Penamacor - Aldeia do Bispo
Telefone:+351 277 305 041
As fotos são todas contributo do " Karraio " do blog  - Baságueda

A Baságueda


O concelho de Penamacor oferece boas condições para a prática de pesca e outros desportos náuticos, tanto na barragem de Meimoa como na ribeira da Baságueda.

Moinhos da Baságueda
Comunidades Rurais: Saberes e Afectos
Autor: Lopes Marcelo
Edição: A Mar Arte
ISBN: 972-8319-73-8
Ano: 1999
Nº págs.: 287
Formato: 24,0 x 17,0 cm
"Lentamente, com os passos ecoando no tempo, vão partindo do nosso horizonte. Heróis silenciosos em corpos enrugados, que se afastam, deixando-nos a terra mais humanizada, depois de tantos alqueives de amor e sementeiras de afecto, em que os ternos arados rasgaram sulcos de germinação em nossas almas e quereres, com os rostos a pingar suor na ceifa das doiradas searas e as mãos calejadas de moldarem ternura nas enrugadas mós dos moinhos..."
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Um pequeno paraíso à beira da Baságueda

Um antigo povoado à volta de um dos moinhos da ribeira da Baságueda está a dar lugar a um projecto turístico no concelho de Penamacor. Para já são apenas duas unidades, mas a ideia é crescer recuperando um património que outrora foi um modo de vida.
21 de Janeiro de 2010 às 12:11h
O caminho irregular em terra batida é apenas uma breve penitência para chegar ao paraíso. Nas margens da ribeira da Baságueda, a alguns metros da estrada para Valverde del Fresno, ergue-se o Moinho do Maneio. Em tempos fez parte de uma comunidade hoje praticamente extinta, mas que está a renascer à conta do turismo.
Rui Marcelo e Anabela Martins têm dedicado os últimos anos a recuperar o património da família. Onde antes havia apenas ruínas erguem-se hoje três casas de habitação. Uma é para o casal, que mora em Lisboa mas aproveita as férias e os fins-de-semana para voltar às origens. Foi nesta que começaram a receber amigos e depois pensaram que outros apreciariam um bom acolhimento.
As outras duas – baptizadas de casa da pipa e das andorinhas - estão de portas abertas aos visitantes. O objectivo é criar um projecto de alojamento local (ver destaque).
“Sempre tivemos uma paixão por isto e em 2002 conseguimos concretizar o negócio”, conta Rui Marcelo referindo-se à aquisição das parcelas de terreno, dispersas por cerca de uma dezena. Depois começaram a limpar e recuperar o terreno, que hoje está praticamente irreconhecível. Pelo meio há também muita burocracia, que ainda não acabou.
Muito do que existe foi feito de novo, mas não se desperdiçou aquilo que estava à mão. O mobiliário que decora as divisões é de outros tempos, mas está como se fosse deste. O mesmo aconteceu no reerguer das casas.
“Andei a reunir telha velha de vários sítios. Podia ter feito um telhado novo, mas não era a mesma coisa”, diz Rui Marcelo.
Sem água ou electricidade da rede as alternativas são um furo e o recurso à energia solar. Mas tudo funciona, garantem.
No Moinho do Maneio o regresso ao que é tradicional não acontece apenas dentro das quatro paredes. Os visitantes também podem aprender a utilizar o forno a lenha e fazer, por exemplo, as afamadas bicas de azeite. Se a intenção for relaxar, Anabela Martins propõe terapias como o Reiki, na qual é mestre.
Mas o forte é mesmo a natureza e essa vai até onde a vista alcança.
“Todo o concelho de Penamacor tem sítios tão bons ou melhores que muitos dos que existem lá fora”, diz Rui Marcelo com convicção. O outro património – em especial o histórico - também tem impressionado quem por lá passa, acrescenta Anabela Martins.
E quanto ao moinho, propriamente dito, ficam as palavras de Rui Marcelo: “Eu jurei a mim mesmo que aquele moinho vai funcionar”.
O Moinho do Maneio fica numa propriedade com cerca de 20 hectares, situada a oito quilómetros de Penamacor e a seis da fronteira de Espanha, junto a Valverde del Fresno.
Uma das unidades está equipada com duas camas, uma pequena cozinha, lareira, casa de banho e sala. A outra possui uma cama de casal, salamandra e casa de banho.
No preço de aluguer - que varia entre os 40 e os 50 euros por noite - está incluído o chamado pequeno-almoço "beirão". Há ainda descontos para estadias de três ou mais noites.