terça-feira, 10 de maio de 2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Cruz do Rebolo

Diz a lenda que um homem chamado João Pires tinha propriedades neste local mas vivia, segundo uns, no Alentejo, segundo outros, em Monsanto. Tinha este um feitor que tomava conta e recebia as rendas, limitando-se a cumprir o que o patrão ordenava. Quando as colheitas eram fracas, os rendeiros pediam dispensa de quita ao feitor de João Pires. Este porém, nunca teve qualquer tipo de complacência pelos seus arrendatários. Num mau ano agrícola em que, tendoos rendeiros que pagar quita ( maquia ) , exigiram que esta fosse paga ao próprio João Pires. Deslocou-se este até às suas propriedades para o efeito.

Os arrendatários revoltados, aproveitaram a ocasião e assassinaram-no.

Segundo a lenda no local do assassinato, encontra-se uma cruz, ( cruz do rebolo ) entre a Aldeia de João Pires e a Aldeia do Bispo, com a data de 1728. Dizem ainda que o crime se deu neste local, devido ao facto do rendeiro ir pedir protecção aos habitantes da Aldeia do Bispo.
Sem  a cruz

Desapareceu a Cruz do Rebolo -Furto do nosso património . Não apareceu noticias em lugar algum , não sei se foi dado conhecimento ás autoridades ..,,um dia aquilo aparece  num leilão com com etiqueta " Cruche de la Madonne de Carravagio , e vai lá tu a dizer que era a cruz do Rebolo !!!!! Será que havia algum registo registo oficial do monumento ? Pelo menos pelo menos deixaram-nos ficar com o pau .
                                                              Antes do furto
                                          Com a nova cruz


Junto ao Café da Ti Rosa

Procuro o nome dessa rocha !

Foto retirada do facebook

sábado, 7 de maio de 2011

Passagem de ano no Lagar ....há muitos anos atrás ....

1980

O palhinhas

Questionando a turma de Educação e Formação Adultos a propósito do seu conhecimento sobre pessoas com vivências que dessem uma interessante história, o Formando Tiago Vicente Rico exclamou “ Na Aldeia do Bispo apenas conheço um, é o palhinhas”. Fez-se espanto no grupo em presença, todos se questionando sobre a identidade de tão enigmática figura e o Tiago explicou “ é aquele que sempre acompanha os velhotes para o campo”. Risada geral. Todavia, tamanha afirmação não nos abandonou levianamente e sobre ela cogitamos de forma profusa, optando, porque não, considerá-lo personagem de realce. O palhinhas figura no imaginário penamacorense como uma lenda viva, leal amigo de quem trabalha o chão, companheiro devoto dos bons e maus momentos, parceiro de aventuras e desventuras, dentro fora do contexto laboral, respondendo sempre presente e raramente deixando um camarada em pouco, excepto quando fica vazio. No entanto, mesmo nessas ocasiões, sempre o encontramos disponível para nova recarga, sem protesto ou murmúrio, tributário da felicidade alheia e, quantas vezes, portador de firmeza no desfalecimento, de exultação na amargura, de esperança na angústia, de refúgio na voracidade.
 
Texto retirado do blog comemorativo dos 800 anos do Concelho de Penamacor

Na discoteca do Carlos "Charlô"

Quem são eles ?

Foto com cerca de 30 e muitos anos .
Em baixo . Anselmo Cunha , um primo do Anselmo , Pombo , de joelhos : Luís Higino, de pé - Carlos Brás , Eu e Gil Esteves

Geração de 70

Fotografia tirada por José Pombo frente à igreja de Aldeia do Bispo. Em pé, da esquerda para a direita: Joaquim Robalo, Aniceto Rebelo, Francisco "Chico", José Pombo, Adérito Rebelo, Fernando Gabriel, Emílio Em baixo, da esquerda para a direita: .,./..., António Manteigas, João Faustino, Carlos Birra "Licas".
Foto de Grupo, tirada em Fevereiro de 1975, frente à casa do pároco de Aldeia do Bispo ou seja no cruzamento das Águas. De pé, da esquerda para a direita: Pombo Rebelo, Fernanda Raposo, Domingos Toscano, Fátima, Lidia Manteigas. Em baixo, da esquerda para a direita: José Edgar, Glória Borges, José Aníbal, Elvira Raposo. Mais em baixo: Lídia Borges.

Jorge Manteigas e Companhia

Jorge Manteigas . Tó Menas, Milú, Anabela Manteigas, Gil, Licas, Mila Toscano , Carlos, Chico Pardal

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Fundação do Colégio de Medelim

Decorriam os anos de 1958/59, paroquiava em Aldeia do Bispo o então Sr. Padre José Martins Gonçalves Pedro: homem íntegro nas suas convicções, com pensamento muito para além do seu tempo, mente aberta, espírito de missão e de caridade fora do vulgar e grande dinamizador da juventude. É este Homem com H grande, oriundo do concelho do Sabugal que funda em Aldeia do Bispo de Penamacor o Centro Paroquial de Assistência Social.
Nesta altura, o panorama escolar do concelho de Penamacor a nível de ensino liceal e técnico oficiais, não existia. Quem quisesse prosseguir os estudos depois da 4ª classe a nível oficial, só o poderia fazer em Castelo Branco ou Covilhã.
A nível particular havia o ISA em C. Branco, o ESA e o Seminário no Fundão.
Ora, esta situação impossibilitava a maioria dos jovens de prosseguir os seus estudos dado que se tornava bastante dispendiosa a sua manutenção nestas cidades.
Com a criação do Externato de N.ª Senhora do Incenso em Penamacor em meados dos anos 50 pelo Sr. Padre José António Baptista, veio de algum modo colmatar o panorama do ensino liceal neste concelho, mas a falta de uma rede de transportes impossibilitava que grande parte dos jovens frequentasse aquela instituição.
É, no final dos anos 50, mais propriamente em58/59 que o então Sr. Padre José Martins Gonçalves Pedro, funda em Aldeia do Bispo o colégio de S. Bartolomeu, integrado no Centro de Assistência Social desta freguesia, com mais ou menos uma dúzia de alunos e dois professores: o Sr. Padre José Martins Gonçalves Pedro com as disciplinas de letras e o Sr. Joaquim Landeiro com as disciplinas de ciências.
De início, começou com o 1º ciclo liceal (hoje 5º e 6º ano) e como não havia edifício próprio, as aulas decorriam na casa de cada um dos professores.
No ano seguinte, com o aumento do número de alunos vindos de terras circundantes, houve necessidade de alugar mais duas casas, uma na rua 5 de Outubro, de Conceição Antunes e outra na rua do Outeiro, de João Robalo Elvas. O aumento de alunos trouxe, como é óbvio a necessidade de aumentar o número de professores, daí que passaram a exercer como docentes o Sr. Padre Fatela do Pedrógão, o Sr. Dr. Augusto Martins Gonçalves Pedro e o Sr. José Antunes Ribeiro.
Em 1961/62, o colégio de Aldeia do Bispo, é transferido para Medelim no concelho de Idanha - a – Nova por não ser permitido a existência de 2 colégios no mesmo concelho (desconheço as razões) e pelo facto de entre os seus dirigentes começar a haver alguma tensão no seu relacionamento nomeadamente na angariação de alunos.
Em Medelim o colégio foi muito acarinhado não só pela população com também pela família Pires Marques que cedeu uma casa para aí poder funcionar.
Com a chegada do colégio a Medelim, conferiu a esta localidade uma importância e um desenvolvimento até aí nunca atingidos.
Mais tarde, passou a designar-se Colégio Sr. do Calvário em honra ao Santo venerado nesta freguesia.

Fernando Elvas


Jorge e Rui Candeias (Aldeia de João Pires); Zé Manel (Águas); Mesquita e Mateus (Orca); Quim Miguel, Antero Robalo e Tó Toscano (Aldeia do Bispo).