sexta-feira, 12 de maio de 2000

O Frade e a Freira

Retirado do Blog : Adufe sem fronteiras  O FRADE E A FREIRA
Em tempos muito remotos havia dois conventos, destinando-se um a homens o outro a mulheres. A distância que separava as duas casas de recolhimento não era pequena. Contudo, o regulamento dos dois claustros proibia a entrada dos frades nos conventos das freiras e a destas no daqueles. Passaram anos, que perfizeram séculos, não havendo nada que fosse contra esta disposição monástica. Um dia, porém, em falso monge, qual outro lobo vestido com a pele de cordeiro, entrou no mosteiro das freiras e seduz uma pobre religiosa. Ambos fogem das casas que os haviam acolhido hospitaleira e religiosamente. Em breve, ao toque das matinas, se notou nos mosteiros a falta dos religiosos. Procuraram-nos por montes e vales, por desertos e povoados e em vão foram feitas estas buscas. Como deviam aparecer, se eles tinham fugido num cavalo que andava tanto como o vento? Os superiores de ambos os mosteiros viveram horas amargas pela fuga dos monges. Um dia, porém, viram, com grande surpresa, em elegante cavalo que caminhava dum convento para o outro, parecendo querer oferecer os seus serviços àquelas casas de penitência. Os videntes não se enganaram. Este cavalo, que misteriosamente lhes apareceu tinha a qualidade de andar tanto como o pensamento. Então um frade dos mais destemidos, depois de arraçoar o animal, toma lugar na cela, e numa correria fantástica, o animal levou-o, num abrir e fechar de olhos, ao local longínquo, onde os fugitivos se encontravam. Como castigo, estes dois maus religiosos são levados para o cabeço da portela, a oriente da Aldeia do Bispo, junto às minas do Pinheiro e, ali, como a mulher de Lot transformada em estátua de sal, são convertidos em estátua de duro granito. Lá se encontram ainda hoje, expiando o castigo da sua culpa, aos olhos de todos quantos ali passam. O cabeço onde o castigo se operou, tem o nome de Cabeço do Frade e da Freira.

quinta-feira, 11 de maio de 2000

Morte do Sr Padre Pinto

  Morreu o Pe. António Pinto da Silva


No dia 18 de Maio de 2004 faleceu , no hospital de Castelo Branco, o Pe. António Pinto da Silva, pároco de Aldeia do Bispo e Aldeia de João Pires (Penamacor). O seu funeral realizou-se no dia seguinte, em Aldeia do Bispo.

O senhor D. António presidiu à missa exequial, concelebrada por muitos sacerdotes e participada por uma vasta assembleia de fiéis. Na altura da homilia, o senhor Bispo focou alguns dos valores que marcaram a vida do sacerdote falecido, mesmo no meio do sofrimento: fé na sua missão, amor aos colegas, dedicação às comunidades que lhe foram confiadas. Apelou à oração e compromisso de todos pelas vocações, pediu sufrágios pelo Pe. Pinto da Silva, de quem afirmou ser, a partir de agora, um intercessor junto de Deus em favor da diocese, do presbitério e do povo cristão.

O Pe. António Pinto da Silva, filho de João José da Silva e de Maria Cândida, nasceu em Sobral de S. Miguel (Covilhã) a 6/6/1932. Exerceu o ministério pastoral em Azinhal, Peva e Valverde - Almeida (1959-1965); Aldeia do Bispo e Aldeia de João Pires - Penamacor (1965-2004). Foi ainda pároco de Salvador, delegado ao conselho presbiteral e professor de educação moral e religiosa e católica. Foi sepultado em Aldeia do Bispo no dia seguinte.

sábado, 1 de abril de 2000

Lei dos Poços

Lei dos Poços

http://www.arhcentro.pt -
Onde estão disponíveis os formulários de requerimento para pedido de regularização;
Local onde devem ser entregues: Comissão Coordenadora de Desenvolvimento Regional Divisão Sub-Regional de Castelo Branco, Rua São João de Deus, nº27, 3º andar, ali junto antigo Banco Ultramarino.

Documentação necessária:
- B.I.;
- Carta Topográfica de 1/25000;
- Planta de localização, esta tirada na Câmara Municipal da área ou uma foto "Google" também serve;
- Caderneta predial.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2000

Referência a Aldeia do Bispo num texto relativo ás Invasões Francesas

Barão Marbot. Memórias

 

Gardanne faz ainda uma segunda entrada em Portugal pelo vale do Mondego. Mais uma vez a água é a grande barreira. A ponte da Mucela está parcialmente destruída e mesmo assim guardada pelos ingleses. Muda de caminho e vai a Góis, Lousã, Espinhal, até Tomar. Teve a mesma sorte é forçado a regressar a Espanha. Da viagem de regresso não conhecemos pormenores mas o irmão de Acúrcio das Neves relata na sua carta em datas coincidentes barbaridades só praticáveis por um exército em desespero, nas vilas de Góis, Arganil e Sarzedo, que ele presencia, durante um mês segue-se a retirada de Massena. Depois da saída dos franceses de Portugal, prolonga-se um pouco por toda a Espanha. Junto à fronteira portuguesa há combates e batalhas durante mais de um ano onde as tropas portuguesas participam com bravura. 

As duas forças movimentam-se continuamente de Badajoz a Salamanca. Marmot decide invadir de novo Portugal. A quarta invasão, que dura 20 dias. Fuentes de Onor e sai pela Aldeia do Bispo. O general Foy, vem outra vez à Beira Baixa. Esteve no Alcaide, Alpedrinha e provavelmente no Fundão. O exército de Marmot estende as suas forças até á Guarda, dia 6 cercam o Sabugal. Investindo para Castelo Branco, com uma divisão inteira. Lecor entretanto manda evacuar a cidade. Um ano antes a 3 de Abril, durante a batalha do Sabugal. Os franceses em 1 hora de combate perderam 61 oficiais e 699 soldados. Para Charles Oman, os números são outros: os franceses perderam entre mortos e prisioneiros 1500 homens. Esta curta invasão de 20 dias apenas, em 8 de Abril as tropas estão em Penamacor. Vários grupos percorrem: Covilhã, Fundão, Alcaide e Alpedrinha, pilharam Pedrógão e Medelím.

Humilhado Gardanne não escreve relatórios muito precisos dos locais por onde anda, chega a cobrir-se de ridículo quando diz: chegamos a uma ilha. Estava sim entre dois rios, a ilha é Portugal abandonado pelo seu Rei. Pais com tantos anos de história, um povo que sempre utilizou a água dos mares e rios como poucos, também para a defesa militar. Quando água não há, clamamos por milagre e Santo António faz crescer a ribeira da Enxabarda. Ficamos assim dispensados de assumir a força a nossa grandeza. Rios que corriam livres e limpos. Pouco terá ficado destes invasores, dos ideais que diziam também querer trazer. Ainda hoje não cruzaram todos os rios de Portugal e do mundo.

 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2000