Consta que pertencemos ao lugar de onde sabemos onde vão dar todos os caminhos !
quarta-feira, 30 de maio de 2007
segunda-feira, 28 de maio de 2007
domingo, 24 de dezembro de 2006
Há dias de Sorte
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O agente dos Jogos da Santa Casa de Lisboa onde foi registada a aposta que deu o primeiro prémio do Euromilhões da última sexta-feira a um português, está ligado ao concelho de Penamacor. A aposta que valeu 61,1 milhões de euros foi registada na Papelaria Kaala, no Centro Comercial Horizonte em Odivelas, cujos proprietários têm familiares na freguesia de Salvador, onde também são agentes de jogos. A semana agitada de Isabel Justino, a gerente da papelaria, começou logo no sábado de manhã, quando recebeu um telefonema da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa a comunicar que tinha sido o seu estabelecimento a registar o boletim premiado. A notícia foi recebida “com muita emoção” disse a própria ao “Reconquista”. As horas e os dias que se seguiram foram agitados quanto baste, com a papelaria a ser invadida por muitas pessoas que foram sabendo da notícia umas pelas outras. Depois vieram os jornalistas, fotógrafos e operadores de imagem das televisões que aumentaram a curiosidade à volta da papelaria, mas esta atitude terá assustado o novo “excêntrico” de se dirigir à mesma para reclamar o prémio, o que ainda não tinha acontecido até ao início desta semana. Isabel Justino tenta explicar a situação dizendo que “eu acho que ele está à espera que isto acalme um bocadinho”. O primeiro prémio do Euromilhões era de 183 milhões de euros mas ao apostador português, que apostou apenas 2 euros, calharam “apenas” 61 milhões, já que dois apostadores franceses conseguiram a mesma combinação vencedora ao acertarem em cinco números e duas estrelas. A agência que o casal Isabel e João Justino exploram em Odivelas já tinha “dado” 50 mil euros na Lotaria Instantânea e um primeiro prémio na Lotaria tradicional. A sociedade explora ainda a agência dos Jogos Santa Casa em Salvador, situada no Café Justino que está ao cuidado do sogro de Isabel Justino. Neste estabelecimento já saiu um primeiro prémio do Totoloto.
Isabel e João Justino conheceram-se há cerca de vinte anos na Aldeia do Bispo, outra freguesia do concelho de Penamacor. Ao contrário do marido, Isabel Justino não nasceu no concelho mas tem família naquela freguesia, razão pela qual passava férias na freguesia. Embora residam na zona da Grande Lisboa, Isabel Justino diz que “todos os anos vamos ao Salvador”, nomeadamente à festa de Santa Sofia, onde também dão uma ajuda no café. Já no sorteio de 20 de Janeiro, uma aposta registada num café em Aldeia do Bispo tinha proporcionado um segundo prémio do Euromilhões no valor de 373 mil euros, que foi dividido por sete pessoas.
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
Sorte grande para a Aldeia
O jornal "Reconquista" dá uma noticia que eu já conhecia: o 2ª prémio do Euromilhões "saiu" no concelho, mais propriamente na Aldeia do Bispo. Seria bom que este fosse um sinal de que, a sorte, na nossa terra está a mudar. Mas como se costuma dizer, se a sorte não vem ter connosco, devemos procurá-la. Será isso que estamos a fazer?
Aqui vai a noticia da Reconquista, assinada pelo jornalista José Furtado.
Prémio do Euromilhões sai em Penamacor
A verdadeira Casa da Sorte
Um sociedade de apostadores de Aldeia do Bispo, no concelho de Penamacor, acertou no segundo prémio do Euromilhões da semana passada. A aposta foi registada num café da freguesia que já em 2005 tinha “dado” mais de 500 mil euros.
Não foi o Jackpot dos 125 milhões de euros, mas em Aldeia do Bispo a festa fez-se na mesma para sete famílias que dividiram o segundo prémio do Euromilhões, sorteado na última sexta-feira, dia 20. A sociedade, constituída por funcionárias de um Centro de Dia, arrecadou 373, 221 euros e 43 cêntimos, um prémio que só não foi maior porque houve mais cinco apostadores do Euromilhões a acertarem na chave.
A notícia correu rapidamente a aldeia, mas as sete famílias contempladas preferiram o silêncio e por tal o anonimato, depois de “Reconquista” ter tentado chegar à fala com elas. Fomos então à procura da casa onde foi tentada a sorte, o Café Inter, bem no centro da freguesia. João Moreira está atrás do balcão há 18 anos e nos últimos seis já lhe passaram pelas mãos alguns prémios chorudos. A escalada do Inter pela montanha dos milhões começou em 1999 quando uma raspadinha comprada no estabelecimento foi o passaporte para um habitante da freguesia ir à televisão ganhar 100 mil euros na “Roda dos Milhões” da SIC. A sociedade agora premiada rendeu mais de 373 mil euros, a dividir por sete pessoas, o que deverá dar pouco mais de 53 mil euros a cada uma, mas este não foi o maior prémio atribuído a apostas deixadas no Inter. Já no ano passado um dos apostadores conquistou o primeiro prémio do Loto 2, arrecadando uma soma superior aos 535 mil euros. Contas feitas, e somando apenas os prémios mais chorudos, em Aldeia do Bispo foram ganhos mais de um milhão de euros nos últimos anos. João Moreira não esconde algum orgulho, sobretudo por ver para quem vai o dinheiro. O agente dos Jogos da Santa Casa diz que o prémio do Euromilhões ganho pelas clientes da sua casa “é muito bom para a zona que é, já que são sete famílias que vão ficar com uma boa ajuda”. As vencedoras deste prémio são jogadores habituais, que costumam dividir entre si uma aposta de dez euros. A aposta é ainda assim modesta em comparação com outras registadas no café, mas mais uma vez o prémio caiu para o lado de quem teve sorte. Apesar de o café já ter fama de generoso na distribuição de prémios, como comprova a cópia do boletim do Loto 2 afixado na porta, João Moreira recusa a imagem de mãos largas e diz que “o mérito é da pessoa que investiu, que arriscou”, embora reconheça que normalmente estas ficam gratas com a pessoa que lhes vendeu o boletim.
Na aldeia toda a gente sabe quem ganhou o prémio e nas palavras do comerciante “a maior parte das pessoas ficou contente, ainda para mais pelas pessoas que são” tendo em conta que trabalham com idosos.
O café fechou como habitualmente na segunda-feira, mas na terça, dia em que “Reconquista” o visitou, já se começavam a fazer as primeiras apostas, ou não houvesse mais um jackpot a andar à roda esta sexta-feira. Os novos milionários ainda não tinham voltado a tentar a sorte, mas João Moreira já espera as apostas esta sexta-feira, dia em que normalmente a sociedade costuma registar os boletins. Ao “Reconquista” confessou que de vez em quando “até jogamos juntos, mas não foi neste” diz entre sorrisos de quem ficou satisfeito por ajudar a dar mais algum dinheiro.sábado, 1 de julho de 2000
Visitas da Biblioteca Itinerante Calouste Gulbenkian

Hoje trago à memória a Biblioteca Itinerante, da Fundação Calouste Gulbenkian, que durante muitos anos percorreu o país de lés-a-lés, especialmente em aldeias onde o acesso aos livros e à leitura era inexistente.
Não pretendo aqui fazer a história deste fantástico serviço, até porque há locais onde isso já é feito, como neste sítio, por exemplo, e pela Internet não faltam referências ao mesmo. Apenas de referir que o serviço foi criado pelo administrador da Fundação, Branquinho da Fonseca, em 1958.
O que quero recordar de modo especial é que a visita da Biblioteca Itinerante ao largo da minha aldeia acontecia uma vez por mês, sempre num dia certo, que agora não recordo, mas tenho ideia de ser a uma quarta-feira, sempre a meio da tarde, e que eu frequentei durante toda a década de 70. Sei que depois continuou por mais alguns anos, acabando por terminar talvez no início dos anos 80.
São inesquecíveis as recordações da chegada da Biblioteca Itinerante, com a sua carrinha enigmática, o modelo Citroen , que só por si irradiava uma magia fascinante. A que vinha ao largo da minha aldeia era de cor verde velho . Tinha duas portas na parte traseira que se abriam de par-em-par e uma parte superior que abria para cima, para dar acesso ao fantástico mundo dos livros da leitura e do fascínio das histórias e das imagens.
sexta-feira, 12 de maio de 2000
O Frade e a Freira
Retirado do Blog : Adufe sem fronteiras
O FRADE E A FREIRA
Em tempos muito remotos havia dois conventos, destinando-se um a homens o outro a mulheres. A distância que separava as duas casas de recolhimento não era pequena. Contudo, o regulamento dos dois claustros proibia a entrada dos frades nos conventos das freiras e a destas no daqueles. Passaram anos, que perfizeram séculos, não havendo nada que fosse contra esta disposição monástica. Um dia, porém, em falso monge, qual outro lobo vestido com a pele de cordeiro, entrou no mosteiro das freiras e seduz uma pobre religiosa. Ambos fogem das casas que os haviam acolhido hospitaleira e religiosamente. Em breve, ao toque das matinas, se notou nos mosteiros a falta dos religiosos. Procuraram-nos por montes e vales, por desertos e povoados e em vão foram feitas estas buscas. Como deviam aparecer, se eles tinham fugido num cavalo que andava tanto como o vento? Os superiores de ambos os mosteiros viveram horas amargas pela fuga dos monges. Um dia, porém, viram, com grande surpresa, em elegante cavalo que caminhava dum convento para o outro, parecendo querer oferecer os seus serviços àquelas casas de penitência. Os videntes não se enganaram. Este cavalo, que misteriosamente lhes apareceu tinha a qualidade de andar tanto como o pensamento. Então um frade dos mais destemidos, depois de arraçoar o animal, toma lugar na cela, e numa correria fantástica, o animal levou-o, num abrir e fechar de olhos, ao local longínquo, onde os fugitivos se encontravam. Como castigo, estes dois maus religiosos são levados para o cabeço da portela, a oriente da Aldeia do Bispo, junto às minas do Pinheiro e, ali, como a mulher de Lot transformada em estátua de sal, são convertidos em estátua de duro granito. Lá se encontram ainda hoje, expiando o castigo da sua culpa, aos olhos de todos quantos ali passam. O cabeço onde o castigo se operou, tem o nome de Cabeço do Frade e da Freira.
quinta-feira, 11 de maio de 2000
Morte do Sr Padre Pinto
No dia 18 de Maio de 2004 faleceu , no hospital de Castelo Branco, o Pe. António Pinto da Silva, pároco de Aldeia do Bispo e Aldeia de João Pires (Penamacor). O seu funeral realizou-se no dia seguinte, em Aldeia do Bispo.
O senhor D. António presidiu à missa exequial, concelebrada por muitos sacerdotes e participada por uma vasta assembleia de fiéis. Na altura da homilia, o senhor Bispo focou alguns dos valores que marcaram a vida do sacerdote falecido, mesmo no meio do sofrimento: fé na sua missão, amor aos colegas, dedicação às comunidades que lhe foram confiadas. Apelou à oração e compromisso de todos pelas vocações, pediu sufrágios pelo Pe. Pinto da Silva, de quem afirmou ser, a partir de agora, um intercessor junto de Deus em favor da diocese, do presbitério e do povo cristão.
O Pe. António Pinto da Silva, filho de João José da Silva e de Maria Cândida, nasceu em Sobral de S. Miguel (Covilhã) a 6/6/1932. Exerceu o ministério pastoral em Azinhal, Peva e Valverde - Almeida (1959-1965); Aldeia do Bispo e Aldeia de João Pires - Penamacor (1965-2004). Foi ainda pároco de Salvador, delegado ao conselho presbiteral e professor de educação moral e religiosa e católica. Foi sepultado em Aldeia do Bispo no dia seguinte.
sábado, 1 de abril de 2000
Lei dos Poços
Lei dos Poços
http://www.arhcentro.pt -
Onde estão disponíveis os formulários de requerimento para pedido de regularização;
Local onde devem ser entregues: Comissão Coordenadora de Desenvolvimento Regional Divisão Sub-Regional de Castelo Branco, Rua São João de Deus, nº27, 3º andar, ali junto antigo Banco Ultramarino.
Documentação necessária:
- B.I.;
- Carta Topográfica de 1/25000;
- Planta de localização, esta tirada na Câmara Municipal da área ou uma foto "Google" também serve;
- Caderneta predial.
Onde estão disponíveis os formulários de requerimento para pedido de regularização;
Local onde devem ser entregues: Comissão Coordenadora de Desenvolvimento Regional Divisão Sub-Regional de Castelo Branco, Rua São João de Deus, nº27, 3º andar, ali junto antigo Banco Ultramarino.
Documentação necessária:
- B.I.;
- Carta Topográfica de 1/25000;
- Planta de localização, esta tirada na Câmara Municipal da área ou uma foto "Google" também serve;
- Caderneta predial.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2000
Referência a Aldeia do Bispo num texto relativo ás Invasões Francesas
Barão Marbot. Memórias
Gardanne faz ainda uma segunda entrada em Portugal pelo vale do Mondego. Mais uma vez a água é a grande barreira. A ponte da Mucela está parcialmente destruída e mesmo assim guardada pelos ingleses. Muda de caminho e vai a Góis, Lousã, Espinhal, até Tomar. Teve a mesma sorte é forçado a regressar a Espanha. Da viagem de regresso não conhecemos pormenores mas o irmão de Acúrcio das Neves relata na sua carta em datas coincidentes barbaridades só praticáveis por um exército em desespero, nas vilas de Góis, Arganil e Sarzedo, que ele presencia, durante um mês segue-se a retirada de Massena. Depois da saída dos franceses de Portugal, prolonga-se um pouco por toda a Espanha. Junto à fronteira portuguesa há combates e batalhas durante mais de um ano onde as tropas portuguesas participam com bravura.
As duas forças movimentam-se continuamente de Badajoz a Salamanca. Marmot decide invadir de novo Portugal. A quarta invasão, que dura 20 dias. Fuentes de Onor e sai pela Aldeia do Bispo. O general Foy, vem outra vez à Beira Baixa. Esteve no Alcaide, Alpedrinha e provavelmente no Fundão. O exército de Marmot estende as suas forças até á Guarda, dia 6 cercam o Sabugal. Investindo para Castelo Branco, com uma divisão inteira. Lecor entretanto manda evacuar a cidade. Um ano antes a 3 de Abril, durante a batalha do Sabugal. Os franceses em 1 hora de combate perderam 61 oficiais e 699 soldados. Para Charles Oman, os números são outros: os franceses perderam entre mortos e prisioneiros 1500 homens. Esta curta invasão de 20 dias apenas, em 8 de Abril as tropas estão em Penamacor. Vários grupos percorrem: Covilhã, Fundão, Alcaide e Alpedrinha, pilharam Pedrógão e Medelím.
Humilhado Gardanne não escreve relatórios muito precisos dos locais por onde anda, chega a cobrir-se de ridículo quando diz: chegamos a uma ilha. Estava sim entre dois rios, a ilha é Portugal abandonado pelo seu Rei. Pais com tantos anos de história, um povo que sempre utilizou a água dos mares e rios como poucos, também para a defesa militar. Quando água não há, clamamos por milagre e Santo António faz crescer a ribeira da Enxabarda. Ficamos assim dispensados de assumir a força a nossa grandeza. Rios que corriam livres e limpos. Pouco terá ficado destes invasores, dos ideais que diziam também querer trazer. Ainda hoje não cruzaram todos os rios de Portugal e do mundo.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2000
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